Você não conhece nem a metade

Leitura Mateus 5:17:26

Jesus não veio abolir a lei, veio cumpri-la. Mas de que lei ele está falando? Deus deu a Moisés os dez mandamentos e mais uma centena de preceitos que compõem a lei de Deus. Você os encontra principalmente nos cinco primeiros livros da Bíblia.

As pessoas deviam cumprir todos os mandamentos, mas alguns logo perceberam que não seria possível. Ainda que você não mate, não roube ou não cometa adultério, há um mandamento que diz: “Não cobiçarás”.

Oras, a cobiça acontece na mente, no coração, antes mesmo de você partir para a ação. E é disso que Jesus está falando aqui. A lei dizia “Não matarás”, mas Jesus diz que basta sentir raiva de alguém pra isso valer como homicídio. A lei dizia “Não adulterarás”, mas Jesus diz que basta cobiçar uma mulher para você ser culpado de adultério.

Bem, se você é daqueles que lêem o sermão da montanha e acham tudo lindo, provavelmente não entendeu o que diz ali. Você está lendo sua sentença de morte. Ou vai querer dizer que nunca sentiu raiva de alguém, nunca adulterou em pensamento ou mentiu, tentando parecer o que não é…

Então tá todo mundo perdido? Exatamente, e é isso que o apóstolo Paulo explica em sua carta aos romanos. Deus deu a lei como um cala-boca, uma forma de mostrar que todos são pecadores, todos são transgressores, todos réus culpados aguardando a aplicação da pena.

Mas tem um problema aí. A pena para o pecado é a morte. Advogado nenhum pode livrar você dessa, mas Jesus pode. Acompanhe meu raciocínio.

No Antigo Testamento, quando um israelita transgredia a lei, quando pecava, era preciso sacrificar um animal inocente, um cordeiro por exemplo, em seu lugar. Detalhe: o cordeiro precisava ser sem defeito.

Jesus, por ser sem pecado, foi o único capaz de obedecer a lei, o único que não tinha pensamentos impuros como nós temos. Apesar de humano, ele não herdou a natureza pecaminosa que nós herdamos de Adão.

Por que você acha que Jesus foi chamado de “Cordeiro de Deus” por João Batista? Exatamente. Porque ele veio para ser sacrificado no lugar do pecador, para cumprir a lei. Quando você vê um ladrão sendo julgado e condenado, você diz que cumpriu-se a lei. O raciocínio é o mesmo.

Lembra de Adão? Pois é, pela desobediência de um só, muitos se tornaram pecadores. Deus quis fazer o caminho inverso. Pela obediência de um só, Jesus, e pela sua morte, muitos podem ser salvos.

Crer em Jesus como seu substituto é a única condição para você ser salvo. Ou acha que vai chegar lá cumprindo a lei? Impossível. Aos olhos de Deus você é um adúltero, ladrão e mentiroso. E como deve estar me odiando por eu dizer isso, acrescente homicida à lista.

Mas, se você realmente se reconhecer um pecador que depende da graça de Deus para ser salvo, depois de me escutar esculhambando com você, provavelmente irá dizer:

“Mario, você não conhece nem a metade do que realmente sou”.

Mário Persona.

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Publicanos e pecadores

 

Leitura: Evangelho de Mateus 9:9-13; Marcos 2:13-17; Lucas 5:27-32

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus perdoar os pecados de um paralítico e depois curá-lo. O milagre visível da cura maravilhou a multidão, mas o milagre invisível do perdão dos pecados, da salvação daquele homem, só gerou indignação entre os religiosos. Afinal, só Deus podia perdoar pecados.

Mateus, o autor do evangelho, é um pecador. Ele sabe disso, tem convicção. Afinal, ser um publicano ou coletor de impostos naqueles dias significava ter uma das profissões mais odiadas. Publicanos eram conhecidos por cobrarem impostos injustos, se aproveitarem do cargo para o enriquecimento ilícito e eram também considerados traidores: trabalhavam para o inimigo, o invasor romano.

Jesus vê Mateus na coletoria, o chama, e Mateus deixa tudo para seguir a Jesus. Muitos escutam esse chamado, esse convite, mas poucos estão dispostos a embarcar nessa aventura de um relacionamento pessoal com o Filho de Deus, aquele que veio chamar pecadores e tem autoridade e poder para perdoar pecados.

Mateus prepara um banquete para Jesus em sua casa e convida seus amigos, obviamente publicanos como ele e outros de reputação questionável. “Como pode o mestre de vocês comer com publicanos e pecadores?”, perguntam os religiosos judeus aos discípulos. Aquilo era inconcebível para os religiosos que não se misturavam com gente daquela laia.

“Os sãos não precisam de médico”, é o que eles escutam Jesus dizer. “Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”, ele continua. A mensagem é clara. Você está cansado de ouvir os médicos dizerem que o câncer tem cura quando diagnosticado a tempo. Para quem não se acha doente, não tem cura. O mesmo acontece com o pecado.

E Jesus tem mais a dizer àqueles religiosos que se consideravam melhores do que os outros por viverem segundo os preceitos de sua religião: “Eu quero misericórdia, não sacrifícios”, diz ele. E Deus só pode exercer sua misericórdia, que é infinita, quando encontra um pecador convicto.

Como Mateus, alguém que sabe que não tem um átomo sequer de bondade para oferecer a Deus, para trocar pelo perdão de seus pecados. Alguém que sabe que sacrifício algum que faça poderá salvá-lo porque o único sacrifício eficaz Deus já providenciou: a morte de seu Filho na cruz para pagar pelos nossos pecados.

Aqueles religiosos fariseus jamais iriam entender a misericórdia e a graça de Deus enquanto continuassem achando que a salvação era por mérito, pela guarda da lei, de preceitos e de mandamentos. Tentar misturar as coisas seria como fazer remendo de pano novo em vestido velho. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.

Mario Persona.

Evangelho em 3 minutos.

Mais informações nestes links:

Vinho novo.

Reuniões de Estudo Mateus 9.

Retocado ou perdoado?

A parábola da ovelha perdida termina dizendo que “haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se” (Lc 15:7). Não que os“noventa e nove justos” não tenham de quê se arrepender, pois em Romanos 3:10 diz que “não há nenhum justo, nem um sequer”. Eles acham que não precisam. Sua religião de regras ajuda a aplacar suas consciências, como acontece com qualquer religião que dê aos seus membros uma lista de regras.

Em religiões assim as pessoas adotam um mesmo vocabulário, modo de vestir, corte de cabelo e outros costumes como uma “lei” a ser seguida para se obter a salvação. A conversão pregada ali é de uma mudança apenas exterior, de um modo de vida para outro, algo que até um ateu é capaz de fazer se seguir à risca os “Doze Passos” dos“Alcoólicos Anônimos”. Não são novas criaturas, apenas velhas criaturas religiosas e retocadas.

Quando pessoas de religiões assim conseguem cumprir todas as regras sentem-se justas e corretas como os fariseus, e passam a apontar o dedo para quem não pertence à sua religião e não anda segundo as mesmas regras. Quanto maior o número de ‘ímpios’ para os quais puderem apontar o dedo, maior será o sentimento de satisfação e justiça própria.

Em lugares assim as ovelhas não são alimentadas pela Palavra do bom Pastor, mas alimentam-se umas às outras com os chamados ‘testemunhos’. Como ‘quem conta um conto aumenta um ponto’, muitos desses testemunhos são exagerados para impressionar. “Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa” (Cl 2:18). É desses que Paulo escreveu, ao dizer que “não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para as fábulas” (2 Tm 4:3-4).

Enquanto isso, os pecadores que reconhecem seu estado arruinado e clamam por perdão são socorridos e transportados pelo Pastor na jornada rumo ao céu.  Eles estão cientes de que em si mesmos não existe qualquer fidelidade ou perseverança que os faça chegar lá, mas é Cristo quem “os manterá firmes até o fim, de modo que… serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1:8). Em que classe de pessoas você está: na dos religiosos retocados ou dos pecadores perdoados?

Mário Persona.

Evangelho em 3 minutos.

Mais informações nos links abaixo:

Perdão

Perdoa-nos os nossos pecados

Perdão de pecados

Você me perdoa?

Como Deus pode perdoar alguém como eu?

Como perdoar quem não aceita meu perdão?

 

Nos ombros do Pastor

João, em seu Evangelho, revela uma mudança radical no modo de Deus tratar com Israel. Ali Jesus diz: “Aquele que entra pela porta [do aprisco] é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz” (Jo 10:2-4).

As ovelhas de Israel estavam protegidas por um aprisco, “sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada” (Gl 3:23). Jesus era o único Pastor credenciado a entrar, chamar as ovelhas e sair seguido por elas. A partir daí as ovelhas não seriam mais mantidas juntas pelos muros do aprisco legal, mas o Pastor seria o imã que as atrairia para si, mantendo-as em um só rebanho e sob um só Pastor, não mais em um aprisco.

Neste capítulo 15 de Lucas o Senhor conta uma parábola: “Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? E quando a encontra, coloca-a alegremente sobre os ombros e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se” (Lc 15:4-7).

As noventa e nove ovelhas representam Israel por meio dos fariseus que aqui criticam Jesus. Elas não são deixadas no aprisco, mas em um lugar deserto, longe dos cuidados e da proteção do Pastor. Enquanto isso ele sai em busca do pecador, a ovelha perdida que está balindo desesperadamente por socorro. Ao encontrá-la o Pastor se alegra duas vezes: uma quando a coloca sobre os ombros e outra ao chegar à sua casa e convocar seus amigos para se alegrarem com ele.

Repare que do momento em que a ovelha perdida é encontrada até chegar ao lar do Pastor ela não pisa o chão. Ao longo do caminho é transportada sobre os fortes ombros do Pastor. Ainda que ela experimente os rigores do sol, do vento e da chuva, nada poderá fazê-la cair, pois é o Pastor quem a mantém segura. Se você já creu em Jesus como seu Salvador, quem é que está neste momento conduzindo você ao lar celestial? Suas próprias pernas? Pense nisto da próxima vez em que lhe vierem dúvidas se chegará ou não ao seu destino; se poderá ou não perder sua salvação.

Evangelho em 3 minutos.

Mario Persona.

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O pastor das ovelhas

Retocado ou perdoado?

Todo aquele que o pai me dá

O Senhor é o meu pastor

 

 

 

Salvos pra quê?

 

Agora Jesus vai mostrar à mulher samaritana “para quê” uma alma é salva. Há basicamente três maneiras de se encarar a salvação: do homem para o homem, de Deus para o homem e de Deus para Deus. A primeira envolve acreditar que somos salvos por nossos méritos e esforços e para o nosso benefício. Começa no homem e termina no homem. Deus serve apenas para dar sorte ou para não dar azar, se for devidamente agradado.

A segunda é quando você realmente crê em Jesus, mas visando a sua felicidade. Você crê que a salvação vem de Deus, pela fé somente, mas que Deus existe para fazer você feliz, lhe dar uma vida próspera e sem doenças. Tudo começa em Deus, mas termina no homem. Deus é visto como seu servo e tem por obrigação de agradá-lo.

A terceira abordagem é a correta. A salvação vem exclusivamente de Deus, porém não é para nós mesmos que somos salvos, mas para sermos adoradores. É claro que somos beneficiados em tudo isso, mas o objetivo é Deus e seu Filho Jesus, em quem todas as coisas irão convergir no final. Portanto, para a pergunta “Para quê somos salvos?”,a resposta é “Para adorarmos a Deus”.

Os samaritanos adoravam a quem não conheciam, no lugar errado e da maneira errada. Jesus diz que os judeus adoravam quem conheciam e que a salvação vem dos judeus. Entenda que a salvação não são os judeus, mas foi de uma mulher judia que veio o Cristo, o Messias, o enviado de Deus. Deus quis que fosse assim, portanto não há o que discutir. Ao se revelar à mulher samaritana, quando ela pergunta sobre o Messias, Jesus diz: Eu sou, eu que falo contigo”. “Eu sou” é a mesma expressão usada por Jeová para se revelar a Moisés.

E ele diz que “Deus busca adoradores que o adorem em espírito e emverdade“. Até aquele momento, adorar em verdade significava adorar no Templo de Jerusalém e da forma como Deus ordenara, e não no monte Gerizim como faziam os samaritanos. Mas, apesar de adorarem em verdade, os judeus não adoravam em espírito. Sua adoração era da boca para fora e seu coração estava longe de Deus. Eles rejeitaram o Messias.

Hoje todo salvo pela fé em Jesus tem o Espírito Santo e pode adorar a Deus em espírito em qualquer momento e lugar, sem intermediários. Porém, no que diz respeito à adoração coletiva, se você estiver adorando em um templo e com rituais copiados do Antigo Testamento, não está adorando em verdade. Se a sua adoração adicionou elementos culturais, como dança, teatro e shows, então você inventou a sua forma de adorar, como fizeram os samaritanos.

Adorar coletivamente em verdade é adorar onde estiverem dois ou três reunidos para o nome de Jesus, reconhecendo o seu senhorio, e da maneira encontrada nas cartas dos apóstolos, o único guia que temos, além do Espírito Santo, para a adoração pós-judaísmo em espírito e em verdade. O ponto alto dessa adoração é a ceia do Senhor, e não um show de celebridades. Nos próximos 3 minutos vemos o que caracteriza uma conversão real.

Evangelho em 3 minutos.

Mario Persona.

Mais informações nestes links:

Da morte para a vida

Preciso me esforçar para ser salvo?

Para ser salvo preciso ir a frente orar com o pastor?

 

Nove dentre dez leprosos

“A caminho de Jerusalém… dez leprosos dirigiram-se a ele [a Jesus]. Ficaram a certa distância  e gritaram em alta voz: ‘Jesus, Mestre, tem piedade de nós!’ Ao vê-los, ele disse: ‘Vão mostrar-se aos sacerdotes’.” (Lc 17:11-14). A lepra era uma doença temida. Além da enfermidade, o leproso era discriminado e expulso do convívio social. Por isso estes “ficaram a certa distância”, ao invés de se aproximarem de Jesus.

A lepra é uma figura do pecado, por tirar a sensibilidade da pele fazendo com que o doente se machuque sem sentir dor. O pecado faz o mesmo e nos deixa insensíveis ao mal que nos corrói pouco a pouco, do mesmo modo como as infecções e a gangrena fazem com o corpo do leproso. O pecado também nos mantém “a certa distância” de Jesus.

Os dez leprosos pedem para serem curados, mas recebem instruções para se apresentarem aos sacerdotes. Todos obedecem, pois a Lei dada a Israel determinava que apenas os sacerdotes tinham autoridade para declarar um leproso curado de sua lepra e apto ao voltar ao convívio social. Se você ler o capítulo 14 de Levítico verá que a Lei exigia do leproso curado um complexo cerimonial.

No caminho os dez leprosos são curados, porém apenas um percebe que aquele que o curou é maior que os sacerdotes e toda a lei cerimonial do judaísmo. Ele não chega a ir até lá, mas “quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano.” (Lc 17:14-16). Enquanto nove estão ocupados com o cerimonial, um está ocupado com Jesus, a verdadeira fonte da bênção, de quem ouve algo que os outros não puderam ouvir por estarem presos à religião: “Levante-se e vá; a sua fé o salvou.” (Lc 17:19).

É triste ver como nove dentre dez cristãos hoje estão mais ocupados com um cerimonialismo vazio do que com a Pessoa de Cristo. As únicas ordenanças dadas à igreja são o batismo, feito uma só vez, e a ceia do Senhor, celebrada a cada dia do Senhor (o Domingo). Tudo o mais — como templos, sacerdotes, vestes rituais,  sacrifícios, incensos, promessas, instrumentos musicais, dízimos, peregrinações, etc. — não passa de uma imitação barata do judaísmo. Ocupar-se com isso é ficar de costas para Cristo, aquele que deve ser nossa ocupação agora e eternamente.

Nos próximos 3 minutos Jesus fala do Reino que estava no meio deles.

Evangelho em 3 minutos.

Mario Persona.

Mais informações nestes links:

Lepra e pecado

Com que o crente deve se ocupar?Parte I

Com que o crente deve se ocupar?Parte II

Como me livrar do apego a coisas e hábitos?

Devo viver antenado no mundo evangélico? 

Cristo é Deus?

O que diz das curas e milagres que mostram na TV?