Fornalha

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Fornalha

Dispensações

Pão e Vinho

Dispensação

O significado da palavra ‘dispensação’ no Grego é o mesmo que ‘economia’ ou ‘administração de uma casa’ sendo, portanto, uma certa maneira de Deus tratar com o homem na administração variada dos Seus desígnios em diferentes épocas.

Existem três principais dispensações: Lei, Graça e Milênio, das anteriores: Inocência, Consciência, Governo e Promessa não é correto chama-las de dispensações e sim de tempo, era, período, ou algo semelhante.

1 Inocência

Responsabilidade: Não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Fracasso: Comeram.

Juízo: Morte e a maldição sobre toda Terra.

Início: Criação do homem. Gênesis 2.26-31, sexto dia.

Término: Queda do homem. Gênesis 3.

Duração (tempo): Desconhecido.

2 Consciência
Responsabilidade: Obedecer a Deus com base na consciência.

Fracasso: Corrupção total da humanidade.

Juízo: Dilúvio.

Início: Quando Adão foi posto fora do Éden.

Término: Dilúvio.

Duração: 1.656 anos.

3 Governo
Responsabilidade: Multiplicar e Povoar toda a Terra.

Fracasso: Desobedeceram.

Juízo: Confusão de línguas – Babel.

Início: Após Noé sair da arca com sua família. Gênesis 9.

Término: Chamamento de Abrão. Gênesis 12.

Duração: 427 anos.

4 Promessa
Responsabilidade: Morar em Canaã.

Fracasso: Moraram no Egito.

Juízo: Escravidão no Egito.

Início: Chamamento de Abrão. Gênesis 12.

Término: Entrada dos filhos de Israel em Canaã.

Duração: 430 anos

5 Lei
Responsabilidade: Guardar a Lei.

Fracasso: Violaram a Lei e rejeitaram o Messias.

Juízo: Dispersão por entre as nações.

Início: No deserto, após terem passado o Mar Vermelho.

Término: Rejeição do Messias (o Cristo – o Senhor Jesus)

A destruição de Jerusalém foi a ação judicial – por assim dizer – que demarcou o seu fim, e consequentemente a dispersão dos judeus.

Duração: 1.520 anos.

6 Graça
Responsabilidade: Crer no Evangelho da Graça de Deus – Receber ao Senhor Jesus pela fé.

Fracasso: Rejeitaram o Senhor Jesus.

Juízo: Condenação eterna – Inferno. João 3.18,36. (Veja também A Grande Tribulação).

Início: Dia de Pentecostes em Atos 2. A vinda do Espírito Santo. A morada do Espírito Santo no crente é o que caracteriza esta dispensação.

Término: Dia do arrebatamento. A vinda do Senhor Jesus para os Seus santos.

I Tessalonicenses 4.13-17 – “Num momento, num abrir e fechar de olhos…” I Coríntios 15.52

Duração: Até hoje, tem durado aproximadamente 2.000 anos.

7 Milênio
Responsabilidade: Obedecer e a adorar a Cristo.

Fracasso: Rebelião.

Juízo: Inferno.

Início: A vinda do Senhor Jesus nos ares com os Seus santos.

Término: Satanás será solto e haverá a última rebelião – Gogue e Magogue (Apocalipse 20.7,8).

Duração: 1.000 anos.

Saiba mais:

http://escritosdolemao.blogspot.com.br/2010/10/dispensacao.html

Estudo das Dispensações:

1-Inocência

2-Consciência

3-Governo

4-Promessa

5-Lei

6-Igreja

7-Igreja I

 Igreja II

8-Igreja I

    Igreja II

Mapa das dispensações

Luis Lemão.

Um só corpo na prática

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Capítulo 1 –

O Corpo de Cristo e Sua Manifestação Prática A verdade do “um só corpo” de Cristo e sua manifestação prática (Ef 4:4) talvez seja uma das menos compreendidas da Bíblia. Mesmo assim, ela é claramente encontrada em quatro epístolas do apóstolo Paulo — Romanos, 1 Coríntios, Efésios e Colossenses. Cremos que esta falta de compreensão resulta do trabalho do inimigo de nossas almas, o diabo, que tem procurado empregar toda a sua energia para afastar da igreja esta bendita verdade. A prática da verdade do “um só corpo” é atualmente um dos mais atacados e deturpados temas da verdade bíblica. Portanto, é com muita dependência do Senhor que sigo adiante tratando deste assunto.

A Formação do “Um Só Corpo” O “corpo de Cristo” engloba os muitos cristãos espalhados por todo o mundo (independente da comunhão denominacional à qual possam estar associados), os quais estão ligados em um só corpo e unidos a Cristo, a Cabeça do corpo no céu. Trata-se de uma união mística (pois não pode ser vista) mantida coesa pela habitação do Espírito de Deus.

Quando e como o “corpo de Cristo” passou a existir?

Quando examinamos as Escrituras descobrimos que o “corpo de Cristo” não existia nos tempos do Antigo Testamento. Na verdade, ele nem mesmo aparece na revelação do Antigo Testamento. O Senhor Jesus Cristo precisava primeiro morrer, ressuscitar e 6 ascender ao céu como um Homem glorificado antes que a igreja pudesse ser formada. Duas coisas eram absolutamente necessárias antes que o “corpo de Cristo” pudesse ser trazido à existência: Cristo precisava ser glorificado e o Espírito Santo precisava ser enviado do céu. Uma das grandes obras do Espírito Santo ao vir ao mundo foi formar a igreja, o corpo de Cristo na terra. Essa obra é chamada de batismo do Espírito. Trata-se de uma ação do Espírito que só ocorreu uma vez (1 Co 12:12-13). Nas Escrituras, ser batizado com o Espírito não é uma experiência individual. Trata-se de uma ação corporativa que ocorreu no dia do Pentecostes em Atos 2 e se estendeu até incluir os gentios em Atos 10.

A partir daí o batismo do Espírito estava completo e válido para todas as épocas. [ver nota] [Nota: Dois erros comuns relacionados ao batismo do Espírito são: 1º) o ponto de vista Pentecostal ou Carismático — de que seja uma experiência pela qual o cristão deveria passar em algum momento depois de sua salvação, quando ele seria cheio do Espí- rito e, por conseguinte, estaria capacitado a falar em línguas ou operar milagres. 2º) O ponto de vista tradicional e não carismático — de que os crentes seriam batizados com o Espírito no momento em que fossem salvos, e que não seria necessária qualquer experiência adicional.

A segunda ideia provavelmente foi inventada por cristãos com boas intenções para combater a primeira. Todavia, ambas estão erradas.] Isto pode ser visto observando-se as sete referências ao batismo do Espírito nas Escrituras. Cinco delas apontavam para uma ação do Espírito ainda futura em relação à época em que foram anunciadas, porém sem especificar quando isso ocorreria (Mt 3:11; Mc 1:8; Lc 3:16; Jo 1:33; At 1:5). A quinta e sexta referências apontam para uma ação do Espírito ocorrida no passado em relação ao tempo atual, que só pode ser o que aconteceu no dia de Pentecostes, quando o Espírito de Deus desceu para formar a igreja e habitar nela.

A sexta, em Atos 11:16, conecta o batismo do Espí- 7 rito com o Pentecostes. A sétima, em 1 Coríntios 12:13, também se refere ao passado, ao dizer: “Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo” (ARA). Quando os cristãos são acrescentados ao corpo? Ao contrário do que pensam muitos cristãos atualmente, os crentes não são acrescentados ao corpo pelo batismo do Espírito, já que a obra do Espírito em batizar está completa e aconteceu de uma vez para sempre no início da história da igreja. Repare com atenção que 1 Coríntios 12:13 não diz, como alguns imaginam, “fomos todos nós batizados no corpo” (acrescentando o artigo “o”, que não faz parte do texto). Se assim fosse, então poderia indicar que as pessoas hoje são acrescentadas individualmente ao corpo pelo batismo do Espírito. O acréscimo do artigo “o” muda consideravelmente o sentido e pressupõe que o corpo já existisse antes mesmo de ocorrer o batismo. Todavia, o versículo diz “…batizados em um só corpo”, significando que foi o batismo que formou o corpo. O Espírito de Deus tomou todos os crentes individuais que estavam naquele cenáculo no dia de Pentecostes e os conectou, por meio de Sua presença, a Cristo, a cabeça que ascendeu ao céu (Atos 2:1-4). J. N. Darby observa que, em 1 Coríntios 12:13, a ação verbal do Espírito ao batizar está no tempo aorista do grego, o que significa uma ação definitiva, feita de uma vez por todas. Portanto, isto mostra que o Espírito não continua executando essa ação, pois a obra da formação do corpo já foi feita.

Podemos dizer com toda a certeza que o Espírito não está batizando hoje; se estivesse, isto significaria que Ele estaria formando mais e mais corpos (pois é esta a função do batizar do Espírito). Evidentemente não é o que acontece, pois as Escrituras nos dizem enfaticamente que “há um só corpo” (Ef 4:4). Alguns podem indagar que, se assim for, então por que Paulo teria falado de si e dos coríntios como tendo sido batizados pelo Espírito? Eles nem mesmo estavam salvos quando 8 o Espírito desceu e formou a igreja no dia de Pentecostes! A resposta é que Paulo estava falando de forma representativa. Ele disse: “Nós” — o conjunto de cristãos como um todo — “fomos batizados em um só corpo”, referindo-se à ação passada realizada pelo Espírito no dia de Pentecostes. Se ele estivesse falando especificamente de si e dos coríntios ao dizer “nós”, então isto significaria que apenas eles (Paulo e os coríntios) teriam sido batizados em um só corpo, o que certamente não poderia ser verdade, pois o que dizer então dos santos em Éfeso e em Filipos? O único significado lógico para a declaração de Paulo é que ele estava falando representativamente de todos os membros do corpo. Isto é semelhante à incorporação de uma empresa. Ela é incorporada uma vez — e isso pode ter acontecido há cem anos. Agora que a empresa já foi formada, cada vez que contrata um novo funcionário ela não precisa ser incorporada novamente. Tampouco existe algo como cada novo funcionário na empresa ser incorporado. O novo funcionário é simplesmente acrescentado à empresa que já foi incorporada. Do mesmo modo, quando hoje alguém é salvo, essa pessoa é acrescentada pelo habitar do Espírito em si a um corpo já batizado. Não há um novo batismo para a companhia cristã como um todo, ou para o novo crente em particular. Para ampliarmos um pouco mais nosso exemplo, suponha que ao participarmos de uma das reuniões de diretoria dessa empresa escutamos um dos diretores dizer: “Nós fomos incorporados há 100 anos”. Não teríamos dificuldade alguma em entender o que ele quis dizer. Alguém que não entendesse bem a linguagem poderia até exclamar: “O que ele quer dizer com isso? Ninguém nesta sala tem mais de 60 anos de idade, como poderia falar de ‘nós… há cem anos?’“ Bem, é porque o diretor estava falando representativamente da empresa. Do mesmo modo, em 1 Coríntios 12:13 Paulo falava daquilo que é verdadeiro acerca do corpo de Cristo, do qual ele e os coríntios faziam parte. Imaginando que estivéssemos falando de uma “empresa” quando Paulo, os coríntios e nós fomos salvos e introduzidos no um só corpo ao crermos no evangelho, então estamos todos incluídos no batismo que ocorreu no dia de Pentecostes.

A União Com Cristo e a Unidade no Corpo Como consequência da formação do corpo de Cristo pelo batismo do Espírito existe uma união e também uma unidade. Há uma diferença entre os dois termos. União é aquilo que existe como consequência do Espírito de Deus ter descido do céu conectando os membros do corpo na terra a Cristo, a Cabeça, no céu (1 Co 12:12-13). As Escrituras não falam de união com Cristo em Sua deidade pré-encarnação. Tampouco elas falam de união com Ele em sua Humanidade antes de ir para a cruz. E as Escrituras nunca falam de união com Cristo em Sua morte. Não poderia haver união até que Cristo ressuscitasse de entre os mortos e ascendesse às alturas, e enviasse o Espírito de Deus a este mundo para formar a igreja. Não poderia ter existido o corpo sem antes a Cabeça estar no céu. Isso exigia que Cristo morresse, ressuscitasse, e ascendesse às alturas. Após ressuscitar de entre os mortos, o Senhor soprou nos discípulos dizendo, “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22). Ao fazer isso o Senhor ligou os Seus consigo em ressurreição, comunicando-lhes vida ressurreta — a vida eterna. Mas foi só depois de Ele ter ascendido às alturas e enviado o Espírito que eles foram introduzidos naquela união com Ele. Tampouco devemos pensar que essa união com Cristo existe meramente em nossa fé; ela existe pela real presença do Espírito Santo habitando em nós. O Espírito desceu para unir aquele grupo de crentes ao Homem Cristo Jesus na glória. [W. T. P. Wolston, “The Church, What is it?” p. 109] Unidade, por outro lado, é o que existe entre os membros pela presença do Espírito habitando neles. Não somos exatamente chamados a fazer “a unidade do Espírito”, mas a “guardar a unidade do 10 Espírito” (Ef 4:3).

Sempre que os santos procuram “guardar a unidade do Espírito” na prática, existe uma harmonia maravilhosa entre os membros, a qual resultará em um poderoso testemunho para o mundo (Jo 13:35; 17:21). Vemos esta unidade prática expressada na igreja primitiva (At 2:44; 4:32). O Desejo do Senhor por uma Unidade Visível no Corpo Sabemos pela Palavra de Deus que o desejo do Senhor era “reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos”, para que existisse “um rebanho e um Pastor” (Jo 11:51-52; 10:16). Antes de ir à cruz Ele orou para isso, dizendo: “Pai santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós”. E também: “Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e eu em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste” (Jo 17:11, 21). Embora estes versículos no evangelho de João não falem diretamente da verdade da unidade do corpo de Cristo, mas sim da unidade na família de Deus, eles mostram claramente qual é o desejo do Senhor para o Seu povo, que todos fossem encontrados juntos em uma unidade visível sobre a terra.

Inicialmente o Senhor revelou em Mateus 18:20 os Seus pensamentos de uma unidade prática e manifesta no Seu povo, quando disse: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles”. Ao dizer “reunidos” o Senhor estava Se referindo a algo muito precioso ao Seu coração — que a comunhão prática entre os santos fosse uma só. Ele desejava que todos os que o Espírito de Deus viesse a congregar ao Seu Nome, onde quer que estejam na terra, estivessem “reunidos”. Isto não significa que todos deveriam estar congregados geograficamente em um mesmo lugar (como era Jerusalém no judaísmo), mas que eles agissem de um comum propósito nas várias localidades onde o Espírito os tivesse congregado, a fim de exprimirem de forma 11 universal o fato de serem um. Apesar de Ele não dizer mais nada acerca do assunto naquela ocasião, o Seu desejo para a assembleia desde o princípio foi que existisse uma comunhão universal dos santos. Mas alguém poderá pensar que estamos enxergando na palavra “reunidos” mais do que ela realmente quer dizer, e isto seria verdade se tivéssemos apenas o versículo de Mateus 18:20 falando de como congregar. Mas quando interpretamos esta passagem à luz do completo teor da revelação cristã contido no livro de Atos e nas epístolas, podemos ver que o Senhor estava indicando a verdade da unidade da igreja.

Em Mateus 18 ela é apenas sugerida, pois os discípulos ainda não tinham o Espírito e seriam incapazes de entendê-la (Jo 14:25-26; 16:12). O Senhor fez o mesmo em diversas ocasiões de Seu ministério, dando apenas a semente da verdade e deixando que ela fosse desenvolvida por intermédio dos apóstolos depois da vinda do Espírito. Além disso, aprendemos de João 10:16 que Ele não queria que o Seu povo fosse encontrado em rebanhos distintos e independentes, mas que existisse “um rebanho”, não importa em que lugar da terra os santos estivessem espalhados. Haveria muitas reuniões, mas um único rebanho. Mais uma vez isto aponta para o fato de que só deveria existir uma comunhão universal de santos sobre a terra. Não era a intenção de Deus que a comunhão fosse apenas local, confinada a um único grupo de crentes em uma cidade ou aldeia. À medida que o evangelho alcançasse muitas regiões e muitos fossem convertidos, haveria naturalmente muitas reuniões espalhadas pelo mundo, mas o Senhor queria que elas ainda assim continuassem a ser uma única comunhão e um único testemunho.

Saiba mais, disponivel para baixar gratuitamente:

http://umcorpo.blogspot.com.br/

Cristo a sabedoria de Deus para o caminho do crente

Pão e Vinho

CRISTO, A SABEDORIA DE DEUS PARA O CAMINHO DO CRENTE H.E.Hayhoe

Tradução Mario Persona

PALESTRA A CRISTÃOS

PROFERIDA POR H.E.HAYHOE EM JANEIRO DE 1950

Costumo dizer que a fé e a salvação andam juntas; que a obediência e a felicidade estão conectadas, e que felicidade é um estado de espírito e não uma questão de circunstâncias. Espero apresentar a vocês Cristo como a Sabedoria de Deus para o caminho do crente. Será este o assunto de que nos ocuparemos. Oh, quão delicioso é vermos nossos irmãos contentes em Cristo! Deus Se alegra em ver Seu povo feliz, e Ele fez provisão, em Sua Palavra, de tudo o que é necessário para a felicidade daqueles que Ele redimiu com um preço tão elevado.

Quando você aprende que o caminho de obediência e lealdade a Cristo é o único caminho de bênção, e toma a firme decisão de andar neste caminho, você dá inicio à viagem que o levará à plenitude de bênção vinda das mãos de Deus. É isso que vemos em 2 Coríntios 11:2-3: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” O que significa a “simplicidade que há em Cristo”, quando lemos, “Sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”? Ah, irmãos, isto significa obedecer sem questionar. O apóstolo se refere aqui ao que se passou há muito tempo no jardim do Éden, quando Eva foi tentada. A serpente levou Eva a questionar ao invés de obedecer. Ela olhou para aquela árvore e ela lhe pareceu agradável aos olhos, o que era perfeitamente verdade. Era boa para se comer, e isto era totalmente verdade. Era uma árvore desejável para dar entendimento, e isso trazia em si uma verdade também.

Mas o que a serpente escondeu de Eva? Que o ato de tomar daquela fruta seria desobediência e que a fruta traria a morte. Em outras palavras, Eva começou a questionar ao invés de obedecer. Lembre-se sempre, amado cristão, que a Palavra de Deus nos é dada para a obediência da fé. Isto nos é dito duas vezes na epístola aos Romanos: no primeiro (Rm 1:5) e no último capítulo (Rm 16:26). A Palavra de Deus nos é dada para a obediência da fé.

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http://files.3minutos.net/ebook/cristo-sabedoria-de-deus-h-e-hayhoe.pdf

Acontecimentos Proféticos

Acontecimentos profeticos

O Propósito da Profecia

O grande propósito de Deus é o de glorificar a Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, em duas esferas: nos céus e na terra. Em um dia futuro Deus irá liderar, em Seu Filho, a administração de todas as coisas nestas duas esferas. Trata-se do “mistério da Sua vontade” que Deus propôs em Si mesmo antes da criação do mundo. “…as riquezas da Sua graça; que Ele fez abundar para nós em toda a sabedoria e discernimento, fazendo-nos conhecido o mistério de Sua vontade, conforme o bom prazer que propôs a Si mesmo para a administração da plenitude dos tempos; de liderar todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas sobre a terra” (Ef 1:8-10 – Versão J. N. Darby).

O Assunto da Profecia

O assunto da profecia bíblica não é a igreja, e nem tampouco Israel e as nações gentias da terra, embora ambas serão abençoadas como resultado do cumprimento do propósito de Deus. O assunto da profecia é o Senhor Jesus Cristo. “O testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap 19:10). A profecia trata da terra, pois é o lugar que Deus escolheu para cumprir a Sua vontade concernente ao Seu Filho. Consequentemente, Israel e as nações (cuja porção e destino estão na terra) são tratadas na profecia, mas não são por si só o assunto da profecia. A profecia não foi dada meramente para satisfazer o intelecto humano em relação aos eventos futuros, mas para trazer glória, honra e louvor ao Senhor Jesus Cristo. Quando lemos as Escrituras proféticas devemos procurar ver o que o Espírito de Deus está apresentando a respeito de Cristo e Sua glória, pois é Ele o assunto da profecia. Muitos cristãos buscam na Palavra de Deus o que ela tem a dizer a respeito de si mesmos, e com certeza Deus tem muito a nos dizer a respeito do nosso andar e modo de ser. Mas deveríamos realmente buscar a Palavra de Deus, primeiro para ver o que Ele tem a dizer a respeito de Seu amado Filho e tudo o que concerne a Ele, pois a Sua glória é a chave para o entendimento de toda Escritura, e só então procurarmos saber qual é sua aplicação para nós (Lc 24:25-27, 44; Jo 5:39; At 17:2-3, 11; 1 Pe 1:11). Quando Deus, através do Seu Espírito, escreveu as Escrituras, Ele tinha o Seu Filho diante de Si, e se quisermos entender o que está na Sua Palavra precisamos também ter o Seu Filho diante de nossos corações. Que Deus permita sermos achados em comunhão com Ele e com o Seu Filho, à medida que estudamos as Escrituras proféticas. “A nossa comunhão é com o Pai, e com Seu Filho Jesus Cristo” (1 Jo 1:3).

A Interpretação da Profecia

Um importante princípio de interpretação das Escrituras é que, quando interpretamos um versículo em particular ou uma série de versículos, isto deve ser feito à luz de todas as outras passagens das Escrituras. As Escrituras proféticas não são uma exceção. Não se chega à interpretação de uma profecia por meio de uma passagem isolada que tenha sua própria solução e significado. Precisamos ponderar cuidadosamente cada versículo das Escrituras à luz de todos os outros. “Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1:20-21). J. N. Darby escreveu, “Quase que se pode dizer que nenhum profecia se explica por si só” (JND Translation, 2 Pe 1:20 – nota). Além disso, Deus usa figuras e símbolos na profecia para revelar Seus propósitos em relação a um determinado assunto. Precisamos ser cuidadosos em fazer distinção entre o que é simbólico e o que é literal. Além disso, ainda que o Espírito de Deus venha a utilizar figuras para ilustrar os Seus modos de agir, o escopo da profecia nunca é uma figura, mas é sempre literal. O Espírito de Deus também utiliza tipos na profecia para ilustrar o modo de Deus agir. Quando, neste livro, fizermos menção a algum tipo ele será marcado com asterisco (*), a fim de ajudar o leitor a distinguir entre o que é a profecia literal e o que é um ensino figurado. Números entre # indicam a referência bibliográfica encontrada no final do livro. Além disso, muitas profecias do Antigo Testamento têm tanto uma aplicação próxima que geralmente já se cumpriu no tempo de vida do profeta ou logo depois, e uma aplicação estendida, que pode chegar até o fim dos tempos. Portanto é importante distinguir qual parte da mensagem se refere às circunstâncias imediatas, e qual parte fala do livramento final e completo de Israel no fim dos tempos.

O Efeito Prático da Profecia

Quando corretamente compreendida, a profecia poderá ter um triplo efeito sobre nós. Primeiro, ela faz com que “o dia amanheça” em nossos corações (2 Pe 1:19). Isto se refere à superioridade do brilho da verdade cristã no Novo Testamento. O apóstolo Pedro a põe em contraste com a “lâmpada” que reluz em um lugar escuro, referindo-se às Escrituras proféticas do Antigo Testamento. Recebemos um farol mais brilhante no corpo da verdade neotestamentária. Isto não significa que devemos negligenciar as Escrituras do Antigo Testamento. Pedro diz exatamente o contrário, ao afirmar que faremos bem se atentarmos para elas. Quando lemos as profecias do Antigo Testamento, a verdade do Novo Testamento se destaca com um contraste ainda maior, do mesmo modo como a luz em pleno dia supera a luz de uma lâmpada. Como consequência, nos é dado perceber o quão grande é o contraste entre as bênçãos destinadas a Israel e as bênçãos e privilégios celestiais da igreja. O efeito prático da compreensão de nossas bênçãos cristãs fará com que valorizemos ainda mais aquilo que nos pertence por direito. Segundo, o aprendizado da profecia faz com que “a estrela da alva apareça” em nossos corações (2 Pe 1:19). Isto se refere à vinda de Cristo para Sua noiva, a igreja, no arrebatamento. Quando entendemos que antes que aconteçam todas as coisas previstas na profecia, o Senhor virá e nos levará para o lar no céu, a Sua vinda para nós se torna mais iminente. Terceiro, a leitura das profecias nos faz enxergar o fim deste mundo. Quando vemos que tudo ficará sob o juízo de Deus, entendemos como é fútil gastar nossas energias em construir algo que está fadado à destruição. O efeito prático disso fará com que vivamos, agora mesmo, mais separados do mundo. “Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?” (2 Pe 3:11-12).

O Objetivo Deste Livro

Este livro não tem o propósito de comparar os eventos do noticiário com as profecias das Escrituras, pois a profecia propriamente dita não está se cumprindo nos dias de hoje. O objetivo deste livro é fornecer ao leitor um esboço resumido das “coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1:1). O autor não reivindica a originalidade da verdade aqui compilada. Trata-se simplesmente daquilo que homens piedosos reunidos ao nome do Senhor (Mt 18:20) têm desfrutado e ensinado nos últimos 150 anos. Embora não possamos ser dogmáticos quanto à cronologia exata de cada evento em particular, tomamos o cuidado de seguir uma ordem sequencial. Isto foi difícil em algumas partes, pois muitos detalhes ocorrem simultaneamente.

As referências bíblicas usadas na versão original em inglês foram tiradas da King James Bible, e em português das versões Almeida Revista e Corrigida e Almeida Corrigida Fiel. Em alguns casos foi utilizada a New Translation de J. N. Darby. Que o efeito deste livro seja o de nos aproximar do Senhor Jesus Cristo, e fazer com que elevemos nossos olhos na jubilosa expectativa de Sua volta iminente.

Saiba mais, disponível para baixar gratuitamente:

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Ao Seu Nome

ao seu nome

Introducao

Gostaria de abordar algumas das difíceis questões que muitos jovens enfrentam com respeito a estarem congregados ao nome do Senhor (Mt 18:20). Meu desejo é procurar esclarecer algumas dessas dúvidas para aqueles que estejam verdadeiramente buscando a verdade. Espero que o que tenho a dizer possa lhes dar uma compreensão maior dos princípios envolvidos no divino terreno de reunião que foi dado aos cristãos.

Para aqueles que cresceram nas assembleias dos chamados “santos reunidos” eu sei que a maioria dos pais possui uma grande consideração pela verdade de estarem congregados ao nome do Senhor. Eles colocam esta verdade logo depois daquela relacionada à salvação. Você provavelmente já os escutou dizer coisas como, “Conheço o Senhor Jesus como meu Salvador pessoal, e estou congregado ao Seu precioso nome”. Desnecessário é dizer que eles creem que a assembleia é o único e verdadeiro modo de os cristãos congregarem. Eles também entendem que a maneira como nos reunimos é contrária ao cristianismo corrente, e que esse caminho é estreito no que diz respeito à comunhão. Assim como eu, eles estão profundamente convencidos de que só existe uma forma correta e bíblica para os cristãos se reunirem para a adoração e o ministério — e é isto que desejamos ardentemente comunicar a você. Queremos que você “compre a verdade” concernente à assembleia (Pv 23:23), buscando você mesmo por ela e verificando se essas coisas são verdadeiramente bíblicas (Atos 17:11). Nossa oração é que você venha a valorizar e andar de forma coerente com essas verdades, assim como também procuramos fazer.

Sei que muitos estão pesquisando este assunto, o que é bom, pois todos nós precisamos saber a razão de estarmos congregados ao nome do Senhor. Mas em todas as buscas que são feitas sei que alguns acabam ficando completamente confusos e com mais perguntas do que respostas. Talvez você tenha pesquisado as igrejas na cristandade evangélica e tenha ouvido falar de como são as coisas por lá, e depois compararam com a assembleia em sua singularidade e, desnecessário é dizer, acabaram ficando com várias dúvidas. Isso é perfeitamente compreensível.

Gosto de pensar que suas dúvidas sejam dúvidas boas e sinceras, e acredito que boas perguntas merecem boas respostas. Acho que todos nós concordamos que as únicas respostas boas e corretas estejam na Palavra de Deus. A última coisa de que você precisa é de ideias e opiniões humanas a respeito deste assunto. Portanto, o que desejo trazer aqui não são minhas próprias ideias e opiniões, mas princípios da Palavra de Deus que irão guiar seus pés. De nada serviria todo este exercício se você saísse dizendo: “O Bruce pensa isto…”, “O Bruce pensa aquilo…”. Não são os meus pensamentos que você procura, mas a verdade da Palavra de Deus.

Além disso, não é meu objetivo aqui criticar os grupos cristãos que existem atualmente. Não estou aqui para denegrir meus irmãos em suas denominações na cristandade evangélica. Se alguém está contente em permanecer em sua denominação, isso não é assunto meu. A Bíblia diz: “Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?” (Lm 3:36). Portanto não estou aqui para tentar convencer alguém a abandonar suas convicções, independente de suas preferências eclesiásticas. Não tenho a intenção de coagir pessoa alguma a caminhar na senda que adotamos como congregados ao nome do Senhor, se essa pessoa não tiver fé ou convicção para isso. Ao contrário, meu objetivo é esclarecer alguns dos pontos que causam perplexidade e têm incomodado a muitos dos que estão sinceramente buscando por respostas sobre estarmos reunidos ao nome do Senhor.

Gostaria apenas de dizer que minha impressão é que a maioria das dúvidas surge por uma má compreensão da própria verdade, e pelo uso de um critério errado para julgar o que é certo e errado. Como resultado disso alguns ficam em um dilema perguntando-se se estão ou não no lugar correto. É claro que o único padrão para julgar isso é a verdade de Deus na Palavra de Deus.

Apenas mais uma coisa antes de começarmos: Procurarei dar o melhor de mim ao elaborar, com base na Palavra de Deus, as respostas a estas dúvidas, mas quero logo dizer que de nada adiantará se a sua vontade própria estiver no caminho e você não desejar a verdade. Portanto, espero que todos tenhamos o mesmo espírito de Davi, que disse: “Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita” (Sl 27:11). Um espírito que se deixa ensinar é o que o Senhor deseja para nós. O que estou dizendo é que precisamos ter um correto estado de espírito se quisermos aproveitar este exercício. Se estivermos sinceramente buscando a verdade, creio que o Senhor irá usar a Sua Palavra para nos guiar. Ele disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina” (Jo 7:17). A condição colocada nesta promessa de conhecer a verdade é querer fazer a vontade dEle. O Senhor não está interessado em nos ensinar a Sua vontade se não tivermos o desejo de colocá-la em prática. Portanto, precisamos ter isto bem claro em nosso coração, que faremos a vontade de Deus, seja ela qual for, mesmo que ela entre em rota de colisão com nossas próprias ideias. Estarmos desejosos de fazer a Sua vontade é a melhor escolha, ainda que possa ser dolorosa. Esta promessa do Senhor é tão verdadeira agora como foi quando Ele a deu — se você tiver o desejo de fazer a vontade do Senhor “conhecerá a respeito da doutrina”.

Tendo diante de nós tal promessa, e a Palavra de Deus em nossas mãos, vamos verificar algumas destas dúvidas agora mesmo, e esperar que o Senhor nos dê as respostas.

Traduzido de “Questions Young People Ask Regarding the Ground of Gathering for Christians – Good Questions That Deserve Good Answers” Vol. I e II, por Bruce Anstey publicado por Christian Truth Publishing. Traduzido por Mario Persona

Saiba mais, disponível para baixar gratuitamente:

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